terça-feira, 28 de julho de 2009

Amor Platônico?!?

A palavra amor significa afeição, compaixão, atração, paixão, querer bem, satisfação, conquista, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém.

Platônico é um termo popular que é normalmente utilizado para se referir à utopias ou algo praticamente impossível de ser realizado.

Amor platônico é um amor à distância, que não se aproxima, não toca, não envolve, ele é feito de fantasias. O objeto do amor é o ser perfeito. O amor platônico distancia-se da realidade e, como foge do real, mistura-se com o mundo do sonho e da fantasia.

Todo mundo já viveu ou vive um amor platônico... Como a minha mãe mesmo fala, é bom viver um “amor” assim.
Gostou Byanca?!? rs
Beijos e Gloriosas Saudações Alvinegras!
Jéssica Nayara

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Meu primeiro prêmio!

Eba! Eba! Eba!
Eu estou muito emocionada, eu ganhei um selo! Rs. O meu blog ganhou o seu primeiro selo. Minha querida Amiga Graziela me deu. Estou feliz, por ela ter lembrado de mim.
Agora eu tenho que seguir essas regras....

1 - Escrever uma lista com 8 características suas
2 - Convidar 8 blogueiros para receber o selo
3 - Comentar no blog de quem lhe premiou
4 - Comentar no blog de nossos escolhidos, para que saibam da “indicação”

1) Sou sonhadora, preguiçosa, determinada, um pouco criativa, amiga, observadora, louca pelo botafogo, apaixonada pelo meu repórter favorito.

2) http://blablabladoale.blogspot.com/
http://euegocentrica.blogspot.com/
http://annaclbarros.blog.terra.com.br/
http://silmara.rodrigues.zip.net/
http://fabio-p-alves.blogspot.com/
http://blogjotajr.blogspot.com/
http://www.fogaonet.com/blogs/marifraga/
http://www.portaldreamaway.blogger.com.br/

Espero que vocês gostem dos escolhido e espero que os escolhidos apareçam aqui no meu.
Enfim, Grazi muuuuuuuuuuuuuito obrigada!
Te amo! Amiga...
Beijos e Gloriosas Saudações Alvinegras!
Jéssica Nayara

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Você tem um ídolo?!?

Sim, eu tenho o KLB! Que pra mim são mais que ídolos, são quase a metade da minha vida. Não consigo olhar para o final da minha infância, a minha adolescência e o começo da minha vida adulta sem eles. São nove anos muito bem vivido e curtidos com eles, tantas pessoas passaram e foram embora da minha vida, mas o KLB ficou. Aliás, ficaram também os pôsteres, ingressos dos shows, Cds, fotos e mais fotos ( algumas até repetidas) o único DVD, e todas as pastas que estão em baixo da minha cama, já que não dava mais no armário.
Eu não cheguei a fazer loucuras por eles, mas já deixei de sair varias vezes. Quando o KLB ia se apresentar na Xuxa, Gilberto Barros, ou qualquer outro programa, eu não me levantava do meu sofá, minha mãe odiava isso, até no Caldeirão do Huck eu fui para assisti-lo. Ainda tinha os Jovens Tarde, só sai de casa depois que o programa acabava.
O meu preferido sempre foi o Leandro, e ainda é. Eu tenho esperanças de ele um dia me pedir em casamento, mas o ponto forte desse amor todo foi quando ele me chamou de querida, nunca vou esquecer essa cena. Foi sensacional, fiquei sem palavras, foi uma semana só falando nisso. Como diz a Byanca, Viva o Santos Dumont!
É muito bom saber que depois de alguns anos o KLB volta ao Rio de Janeiro numa casa de show fechada. Sofri para comprar os ingressos, mas consegui!
O problema é que estou muito ansiosa é o dia 18 está demorando muito para chegar, pena que na hora vai passar tudo muito rápido.
Enfim, eu percebi que o KLB vai estar presente na minha vida para sempre e eu amo tudo isso.


Beijo e Gloriosas Saudações Alvinegras!

Jéssica Nayara Flausino

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Gladiador...


Eu assisti a quase todos os jogo do Cruzeiro esse ano. O time está jogando muito, mas meu interesse é puro e exclusivamente pelo Kléber, que aliás está levando o time nas costa.
Passei admirar ele depois da cotovelada que ele deu no André Dias no paulista de 2008, sou contra violência, mas não gosto do André Dias. Agora que o Kléber até hoje paga por isso, ele paga.
Enfim, estou aqui para dizer que toda vez que falo nele eu lembro da Byanca e do dia 16 de agosto de 2009, quando resolvemos ir ao Santos Dumont falar com ele, matei aula na UGF por causa disso. Cheguei lá 10hs da manhã e o elenco do Palmeiras só apareceu 12:50h, mas tudo bem. Como a Bya me lembrou, chamamos ele num canto e eu falei que tínhamos um presente para entregar-lo, até porque o aniversario dele tinha sido no dia 12 de agosto. Ele foi super, hiper, mega simpático. Na verdade ele foi sensacional! Eu guardo a foto que tirei com ele com muuuuuuuuuuuuuuuuuito carinho, num belo porta retrato no meu quarto.
Se o Cruzeiro vencer a Libertadores tem que dar 50% do prêmio só para o Kléber. Ele acabou com o jogo contra o Grêmio no Mineirão e no Olímpico e também arrasou na partida contra o Estudiantes na 1ª fase da Libertadores quando fez dois gols e depois foi expulso, mas isso é só um simples detalhe.
Deu para perceber que estou torcendo pelo Cruzeiro esse ano.
Beijos e Gloriosas Saudações Alvinegras!
Jéssica Nayara

terça-feira, 30 de junho de 2009

Quem deve dizer eu te amo primeiro, o homem ou a mulher?!?

Seguindo o conselho da minha querida amiga Graziela, eu assisti semana passada o programa “Sai Justa” do GNT, e um dos temas era quem deveria falar primeiro o “Eu te Amo”, o Homem ou a Mulher.
O tema é meio complexo, mas a pergunta é boa. Eu acho que quem sentir que está amando primeiro, quem sentir vontade de expressar seu sentimento primeiro, tem que dizer, claro se você tiver vivendo um relacionamento sério.
Não tem nenhuma regra para isso, mas as pessoas precisam entender que “Eu te Amo” não é obrigado, tem que ter muito cuidado ao dizer isso para alguém. Existem pessoas que amam, mas não declaram e existem pessoas que amam e tem uma necessidade maluca de 5 em 5 minutos declarar o seu amor. Eu me encaixo no segundo exemplo. Rs.
Beijos e Gloriosas Saudações Alvinegras!

Jéssica Nayara

terça-feira, 23 de junho de 2009

A pessoa por quem a gente se apaixona é sempre uma invenção!


Sábado o Marquinhos me deu o filme “Romance”, eu ainda não tinha tido oportunidade de assistir, mas Mariana sempre me falou muito bem do filme. Além de ter o Wagner Moura como ator principal, que se eu não me engano é um dos atores preferidos dela. Eu passei o domingo comendo paçoca e assistindo o filme, troquei o jogo Brasil e Itália e vi o filme umas três vezes, e não me arrependo o filme é sensacional!
Eu adoro filmes românticos e esse é maravilhoso. Concordo plenamente com que a Ana fala para o Pedro “a pessoa por quem a gente se apaixona é sempre uma invenção”, eu estou vivendo isso literalmente. Uma invenção!
Enfim não sou muito chegada a filmes Nacionais, mas sem duvida nenhuma, “Romance” entrou nos meu preferidos. Eu recomendo, assistem!

Sempre achei o Wagner Moura simpático, adorei o personagem dele em “ Paraíso Tropical” e nesse final de semana ele esteve muito presente na minha “vida”. Fui assistir com a Mariana Hamlet e amei. Ele está perfeito, lindo não perde o fôlego em nenhum momento. Sem dúvida Wagner é um ator fora de série. Valeu pelo convite Mari!
Beijos e Gloriosas Saudações Alvinegras!
Jéssica Nayara

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Tema?!?

Fiquei martelando a semana inteira o que escrever no blog, e não me veio nenhum assunto interessante na cabeça. Eu pensei em escrever sobre o trabalho de assessoria que estou me matando para fazer, mas não vai interessar a ninguém. Pensei em escrever sobre o filme que eu ganhei “Foi Apenas um Sonho”, mas já fiz isso alguns post abaixo. Ah, também pensei no Botafogo, mas como o meu time não está nada bem, é melhor esquecer esse tema por alguns dias. Essa semana uma pessoa me falou que o que vale mesmo é escrever o que gostamos. Que escrever sempre é bom, e eu concordo.
Mas quando eu já tinha desistido da ideia de escrever, e estava fazendo o caminho de volta pra minha bela residência, eu literalmente dei com a cara no chão. Isso mesmo que vocês estão pensando, eu cai no meio da Praça de Honório Gurgel. Acho que paguei o maior mico da minha vida, Rs. Brincadeira.
Eu não sabia se me levantava, se ficava sentada ou se chorava. O que me deixou mais impressionada foi que só uma caridosa alma me ajudou a levantar, depois de uns 5 minutos no chão, me limpando e tentando arrumar os meus machucados, só uma pessoa me ajudou. De 10, 20 pessoas sentadas na praça, literalmente sem fazer nada, só uma pessoa realmente me ajudou. Fiquei mais chocada com isso do que com o tombo.
Enfim, quando eu cheguei em casa eu estava com tanta raiva que não queria contar de jeito nenhum o meu tombo para a minha mãe e agora depois de esfriar a cabeça e terminar os curativos no meu pé, o tombo está no blog. Rs
Descobri que tinha muitas coisas para escrever no blog...
Beijos e Gloriosas Saudações Alvinegras!
Jéssica Nayara Flausino

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Santo Casamenteiro...

Eu adoro o mês de junho, não só por ser o mês do meu aniversario, mas sim por ser o mês dos meus Santos preferidos. São Pedro dia 29 de junho, São João 24 de junho e Santo Antonio dia 13 de junho.
Todo mundo quando criança, já ouviu alguém dizer que sempre que chove muito, é porque São Pedro está lavando o céu, ou ainda que para entrar no céu, é preciso ganhar autorização dele.
Em junho também é o mês das festas juninas, todo mundo quando criança já dançou quadrilha na escola. Eu por exemplo tive três festas de aniversários no mesmo dia das festas do meu colégio, eu tinha que dançar e sair correndo para a casa. Na verdade eu acho que dia 24 de junho, tinha que ser feriado, além de ser dia de São João é o meu aniversario.
Mas eu queria falar mesmo e de Santo Antonio, o santo casamenteiro, principalmente hoje que é dias dos namorados. Cresci ouvindo que para arrumar um namorado, eu deveria comprar uma pequena imagem do Santo Antonio e pedir um pretendente. Agora para agilizar a conquista do pedido eu deveria fazer dois procedimentos: tirar o Menino Jesus do colo do religioso e dizer que só devolveria quando conseguir um namorado, ou ainda, virar o Santo Antônio de cabeça para baixo. Eu nunca fiz essa simpatia, mas se eu não arrumar um namorado até o dia dos namorados do ano que vem, quem sabe eu não faço.
Agora quem está muito necessitado pode fazer um oração.

“Oração dos Namorados:

Meu grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos namorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Faze que eu seja realista, confiante, digna e alegre. Que eu encontre um namorado que me agrade, seja trabalhador, virtuoso e responsável. Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com as disposições de quem recebeu de Deus uma vocação sagrada e um dever social. Que meu namoro seja feliz e meu amor sem medidas. Que todos os namorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé.

Amém.”

Ah, São Pedro é considerado o mais sério dos três santos juninos, apesar do Santo Antônio ser o santo casamenteiro, é no dia de São Pedro que se escolhe o melhor pretendente.
Beijos e Gloriosas Saudações Alvinegras!
Jéssica Nayara

quinta-feira, 21 de maio de 2009

DiCaprio ♥ Winslet

Sou apaixonada por cinema, tenho uma coleção de DVDs, prefiro os romances, mas sempre é bom assistir uma filme de ação que termina com um belo beijo. Eu lembro do primeiro filme da minha coleção foi, “Missão Impossível 2”, o filme que tinha o Quimera e a Nayla, o melhor da trilogia, um belo filme.

Mas o meu preferido é Titanic, quando o filme saiu no cinema, eu não pude assistir. Todo mundo falava desse filme e até da morte do lindo Leonardo Dicaprio. Como assim o Leo morre?!? Só fui acreditar nisso quando vi o filme pela primeira vez, nossa como eu chorei, aliás, choro até hoje. O filme é lindo, as cenas são magníficas, tenho certeza que todos vão se lembrar dessas cenas.

Rose: Olá Jack...
Rose: Eu mudei de idéia..
Rose: Me disseram que estaria..
Jack: Me dê sua mão!
Jack: Agora feche os olhos..anda!
Jack: Suba, segure, fique de olhos fechados, não abra!Rose: Não vou abrir!
Jack: Agora suba no corrimão!Fique de olhos fechados! Você confia em mim?
Rose: Eu confio!
Jack: Está bem, abra os olhos!
Rose: Estou voando, Jack!...
Jack: Venha Josephine em minha máquina de voar, subindo ela vai, vai subindo..





Jack: Rose! Você é tão boba. Por que você fez isso, hein? Você é tão boba, Rose. Por que você fez isso? Por quê? Rose: Você pula, eu pulo, né?
Jack: Certo.
Rose: Oh Deus! Eu não poderia ir. Eu não poderia ir, Jack.
Jack: Ta tudo bem. Nós vamos pensar em algo.
Rose: Pelo menos eu estou com você.















Jack: Ganhar aquela passagem, foi a melhor coisa que já me aconteceu, pois ela me trouxe até você!



Sempre tiro um dia no mês para assistir esse filme e quase pirei quando descobri que o Leonardo e a Kate voltariam a telinha do cinema depois de 12 anos. Eu sabia muito pouco sobre o filme Revolutionary Road, mas ele é lindo. Quem não viu, tem que ir ver correndo, é um soco no estômago de muita gente.


Frank: Já Foi a Paris?
April: Nunca fui a lugar algum...
Frank: Eu só sei, April, que quero sentir as coisas. Senti-las de verdade.
Frank: Não é uma boa ambição?
April: Frank Wheeler, você é a pessoa mais interessante que conheci!









O melhor de tudo é saber que depois de 13 anos, os dois ainda são muito amigos.


Kate no Globo de Ouro 2009.


Kate: "Leo, eu estou tão feliz de estar aqui e dizer o quanto eu te amo! (Ele manda um beijo pra ela) E quanto tenho te amado por 13 anos . Sua atuação nesse filme é nada menos que espetacular. Eu te amo com todo meu coração, realmente amo!"

19 de dezembro de 1997, o dia em que o cinema mudou, o dia da estréia de Titanic.
Beijos e Gloriosas Saudações Alvinegras!
Jéssica Nayara

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Primeira vez no maracanã...


Minha primeira vez no maior estádio do mundo, não foi para assistir uma partida de futebol, e sim para ver um show do Padre Marcelo Rossi numa excursão da igreja. Eu tinha oito anos e sentei na arquibancada amarela, o palco estava montado no gramado do maracanã. Eu não enxergava nada, mas me lembro muito bem. O bom do show foi na hora que dancei “Erguei as Mãos”.
Agora para assistir uma partida de futebol foi no dia 12/02/05 Botafogo x Americano na 1º semifinal da Taça Guanabara, o resultado não interessa muito. O que importa mesmo foi como na época eu detestei assistir o jogo no estádio, não tinha replay, não tinha ninguém narrando, ninguém comentando e ninguém te passando informações do campo, eu odiei. Mas o que eu nunca vou esquecer a torcida do meu glorioso cantando o hino do clube, foi uma emoção muito grande.
Ainda sou nova, mas na minha cabeça já vivi muitas coisas num estádio de futebol, até já sai correndo de um arrastão, mas a única coisa que eu sei, é que nunca vou esquecer da minha primeira vez no maracanã, o dia em que dancei “Erguei as Mãos”.
Saudações Alvinegras para todos!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Lindo...

"A gente faz o nosso tempo
O tempo só manda naqueles que não o encaram
O tempo joga ao nosso favor
Só não joga para aqueles que param

O tempo é só um palco
Onde enfrentamos dragões e salvamos princesas
Se saberemos aproveitá-lo
Depende de nossa destreza

O tempo não é um vil ladrão
Mas também não nos dá nada de bandeja
É mera parte das nossas vidas
E você? Luta pelo que deseja?"

Camilla Fernanda Annarumma Durão.

domingo, 5 de abril de 2009

Sonho Realizado!



Todo mundo me pergunta quando comecei a admirar o trabalho do Vinicius Nicoletti, até ele já perguntou e eu juro que não sei dizer.
Apesar de um dia ter o encontrado no jogo do Madureira e te-lo achado muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito lindo, eu acho que não foi lá que começou o meu “fanatismo”.
Tempo passou, depois de algumas (centenas) de mensagens para a ESPN, de ter pagado mico no maracanã com a Thaynne gritando o nome dele, de ter conseguido o e-mail dele através da Anninha, de ter feito minha querida mamãe assistir ESPN só para me dizer aonde ele foi, de ter ido a São Paulo visitar a ESPN Brasil e descobrir que ele estava de férias ( quase morri), de encher o ouvido das minhas queridas amigas Mariana e Byanca a viagem inteira, eu o conheci.

Simpático, atencioso, cheiroso, lindo e todos os adjetivos possíveis no mundo pra ele.
Valeu a Pena ter esperado 2 anos e 11 dias.

Beijos e Gloriosas Saudações Alvinegras!

Jéssica Nayara

sexta-feira, 20 de março de 2009

Antes de Amar-te...

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

Pablo Neruda

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sociedade Midiatizada

Minha professora de Tópicos Especiais em Comunicação, pediu para comprar um livro para esse o período. Eu adoro ler, mas prefiro ler os romances, livros que terminam com um “Todos foram felizes para sempre.”, mas o mundo não é como a gente quer.
Fui na Saraiva e comprei, “Sociedade Midiatizada”, Dênis de Moraes. O livro contém 11textos de 11 autores diferentes. Todos relacionados à comunicação.


O primeiro texto é de Muniz Sodré, professor de comunicação e pesquisador. O texto fala da participação da mídia na nossa rotina. Os meios de comunicação são centrais na criação de nossos hábitos. Até aonde li, o livro é muito bom, recomendo para todos. Mas o que me dói mesmo e saber que isso é verdade. Que na maioria das vezes a mídia cria a nossa agenda. Talvez por isso, a produção capitalista opera sobre a nossa rotina e o nosso trabalho.

“ Nossos hábitos supõem uma maneira das coisas acontecerem, uma vaga coerência do mundo.”, (Adolfo Bioy Casares em A Invenção de Morel)
Beijos e Gloriosas Saudações Alvinegras!
Jéssica Nayara

quarta-feira, 4 de março de 2009

Queridos Amigos...

Melhor minissérie de todos da Rede Globo...



Quando vi a primeira chamada da Globo para essa minissérie eu sabia que ela ia mudar a minha vida, e mudou.
Mudou os meus gostos musicais, mudou o modo de como eu vejo a vida, e aumentou a minha admiração por atores como Dan Stulbach, Debora Bloch, Denise Fraga, Drica Moraes, e Guilherme Weber.
Tenho o box da minissérie, comprei o livro e a trilha sonora e espero que a Globo um dia faça “Queridos Amigos 2”.



Todo mundo tem seus “ Queridos Amigos”. Apesar de tudo, eu ainda tenho os meus.
Espero que daqui a 20 anos eu possa ainda dizer que eles são os meus “Queridos Amigos.”

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

“...Ela mora no mar, ela brinca na areia...”


Lá se foi mais um carnaval. O primeiro carnaval que eu realmente fiquei cansada, o primeiro carnaval que eu desfilo com a minha amiga Mariana (primeiro de muitos) e o primeiro carnaval que a minha mãe vai ao Bola Preta, portanto um carnaval inesquecível.

Durante os ensaios do Império Serrano, eu conheci muitas pessoas diferentes, entre elas a Célia e a sua filha. Uma pessoa engraçada, divertida e muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito animada. Espero que a “amizade” não termine com o carnaval.

Enfim, espero que o Império desfile no sábado de carnaval.

Beijos e Gloriosas Saudações Alvinegras!
Jéssica Nayara

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

PEQUENAS EPIFANIAS

PEQUENAS EPIFANIAS

Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos de “minha vida’: Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus — enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de “minha vida”. Outros fragmentos, daquela “outra vida”. De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos. Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mau me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas. Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector — Tentação — na cabeça estonteada de encanto: “Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível”. Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece. De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia. Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria. Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.

Caio Fernando Abreu